Wyllian Capucci
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Apesar das alegações de muitos céticos, o presidente Trump havia confirmado anteriormente que as negociações estavam acontecendo "agora", alegando que o enviado dos EUA, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner, realizaram conversas no domingo com um líder iraniano.

Ele não disse quem era.

Trump sinalizou anteriormente que o Irã havia oferecido um “presente” como uma demonstração de boa fé nas negociações que o líder dos EUA afirmou que estão em andamento para acabar com um conflito de 25 dias que derrubou os mercados globais, mesmo quando ele envia mais tropas para o Oriente Médio.
Trump não detalhou o presente, “valendo uma enorme quantidade de dinheiro”, mas confirmou que estava relacionado aos fluxos de energia através do Estreito de Ormuz.
O New York Times relata que o plano foi entregue através do Paquistão, cujo chefe do exército emergiu como o principal interlocutor entre os Estados Unidos e o Irã, dizem as autoridades.
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O chefe do exército do Paquistão, marechal de campo Syed Asim Munir, emergiu como principal interlocutor entre Estados Unidos e Irã, com Egito e Turquia incentivando os iranianos a se engajarem de forma construtiva, disseram autoridades. Munir mantém laços próximos com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, o que o coloca em posição de transmitir mensagens entre os lados em conflito.

Recentemente, ele contatou Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e ex-comandante da Guarda Revolucionária, propondo que o Paquistão sedie negociações entre Irã e Estados Unidos, segundo um funcionário iraniano e outro paquistanês, sob anonimato devido à sensibilidade do tema.

Munir se reuniu duas vezes em 2025 com o presidente Trump, que o elogiou, chamando-o de seu “marechal de campo favorito.”sensíveis.
O marechal de campo Munir se reuniu duas vezes em 2025 com o presidente Trump, que o elogiou, dizendo que ele era seu “marechal de campo favorito”.
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O Irã rejeitou formalmente a proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos, classificando as negociações como “ilógicas” e afirmando que, nas condições atuais, qualquer diálogo não é viável. A resposta foi divulgada por fontes ligadas à agência Fars, enquanto os preços do petróleo reagiram imediatamente à manchete.
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Teerã afirma que não há condições para diálogo e acusa Washington de tentar ganhar tempo enquanto envia mais tropas para o Oriente Médio.

~3.000 soldados americanos seguem a caminho da região, enquanto o Irã reforça controle sobre o Estreito de Hormuz e mantém ataques com mísseis e drones.

Autoridades iranianas dizem ter sido “enganadas duas vezes” e deixam claro: não haverá acordo nas condições atuais.

Petróleo reage em alta com o aumento do risco geopolítico e ausência de qualquer sinal concreto de desescalada.
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Petróleo
Fontes iranianas afirmam que desejam o fim definitivo da guerra, e não apenas um cessar-fogo: FARS
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Atenção: Press TV teve acesso a informações sobre a resposta do Irã ao plano americano e as condições iranianas para o fim da guerra, que serão publicadas em instantes: MEHR
*O Irã encerrará a guerra no momento que escolher: Press TV
*IRÃ NÃO PERMITIRÁ QUE TRUMP DITE O MOMENTO DO FIM DA GUERRA: PRESS TV
A emissora iraniana Press TV informou que um oficial declarou que a primeira condição para o fim da guerra é cessar os ataques e assassinatos. A Press TV também informou que o Irã manterá suas ações defensivas até que suas exigências sejam atendidas.
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DECLARAÇÃO OFICIAL DO IRÃ: TEERÃ COMUNICOU, POR MEIO DE UM INTERMEDIÁRIO REGIONAL, QUE CONTINUARÁ SE DEFENDENDO.
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DECLARAÇÃO OFICIAL DO IRÃ: PRIMEIRA CONDIÇÃO PARA O FIM DA GUERRA É O FIM DOS ATAQUES E ASSASSINATOS
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O Irã estabeleceu cinco condições específicas sob as quais concordaria em encerrar a guerra, conforme relatado pela PressTV. Essas condições incluem:

1. Cessação total das "agressões e assassinatos" por parte do inimigo.
2. O estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra não seja reimposta à República Islâmica.
3. Pagamento garantido e claramente definido de indenizações e reparações de guerra.
4. O fim da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos em toda a região.
5. Reconhecimento e garantias internacionais quanto ao direito soberano do Irã de exercer autoridade sobre o Estreito de Ormuz.
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O Irã comunicou a todos os intermediários que atuam de boa fé que um cessar-fogo está condicionado à aceitação de suas condições.

"Não haverá negociações antes disso", enfatizou o oficial, reiterando que a continuidade das operações defensivas do Irã persistirá até que as condições estabelecidas sejam satisfeitas.

"O fim da guerra ocorrerá quando o Irã decidir que ela deve terminar, não quando Trump imaginar seu fim", acrescentou ele apressadamente.
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O general Ahmad Vahidi, que foi nomeado comandante-em-chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em 1o de março de 2026, foi morto em novos ataques dos EUA e Israel.
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Futuros em queda com petróleo acima de US$110 e deterioração do sentimento global - 27/03/2026

Futuros americanos operam em queda nesta manhã, devolvendo os ganhos do overnight e negociando próximos das mínimas da sessão, à medida que o petróleo volta a subir com força e contamina o restante dos ativos. O movimento não tem um único gatilho claro, mas reflete a combinação de fluxo constante de ataques no Oriente Médio, frustração com a ausência de avanço diplomático e uma crescente percepção de que o conflito está longe de uma resolução rápida. O resultado é direto: energia pressionando inflação implícita, yields abrindo e equities perdendo suporte.

S&P recua cerca de -0.6% e Nasdaq -0.8%, com as principais techs operando no vermelho no pré-market. Ao mesmo tempo, a curva de juros continua abrindo, com o Treasury de 10 anos já na região de 4.46%, refletindo um mercado que começa a ajustar para um cenário mais inflacionário e potencialmente mais hawkish por parte do Fed.

No campo geopolítico, o tom segue de escalada. Trump voltou a adiar o prazo para um possível acordo com o Irã, mantendo o discurso de que as negociações “estão indo bem”, mas sem qualquer sinal concreto de progresso. Em paralelo, o Pentágono avalia o envio de até 10 mil tropas adicionais para a região, enquanto Israel indica que pretende expandir suas operações. O mercado começa a interpretar esses movimentos menos como tentativa de negociação e mais como preparação para um cenário de conflito prolongado.

Esse pano de fundo já está sendo refletido nos preços: o petróleo caminha para seu melhor mês desde 2020, enquanto as bolsas americanas seguem pressionadas para o pior desempenho desde 2022. A dinâmica é clássica de choque de oferta em energia, com impacto direto sobre inflação, crescimento e política monetária.
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Fora dos EUA, o movimento é consistente. Na Ásia, as bolsas caem e caminham para a quarta semana consecutiva de perdas, com destaque para techs na Coreia do Sul e Taiwan. Na Europa, o Stoxx 600 recua cerca de -0.9%, com energia, industriais e cíclicos liderando as quedas, enquanto setores defensivos apresentam desempenho relativo melhor.

Outro fator adicional de pressão vem da China, que abriu uma nova investigação comercial contra os EUA, elevando o ruído geopolítico em um momento já sensível. O movimento é visto como resposta direta às ações recentes de Washington e adiciona mais uma camada de incerteza ao cenário global.

Em commodities, o petróleo volta a subir após uma correção inicial, sustentado pelo fluxo contínuo de ataques e pelo risco crescente sobre rotas e infraestrutura energética. Metais industriais seguem mais fracos, enquanto metais preciosos tentam se sustentar como proteção. Bitcoin recua, acompanhando o movimento mais amplo de aversão a risco.

No mercado de juros, a leitura é clara: a alta do petróleo está reancorando expectativas inflacionárias e forçando uma reprecificação da trajetória de política monetária. A curva abre, os yields sobem e o mercado já começa a considerar menos cortes e até risco de aperto adicional no curto prazo.

O quadro geral é de deterioração gradual, onde a ausência de resolução no conflito mantém o petróleo elevado, pressiona inflação e reduz o espaço para alívio monetário. Por enquanto, o mercado segue reagindo mais a fluxo e headlines do que a uma direção estrutural clara, mas com viés de risco ainda inclinado para o lado negativo.
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