O KOSPI despencou 8.1% esta madrugada (fechou em 8.375,31), ativando o circuit breaker pela segunda vez no pregão, o maior tombo em sessão única do índice em 2026. O gatilho imediato foi duplo: (1) o MSCI não incluiu a Coreia do Sul na watchlist de Mercados Desenvolvidos em sua revisão anual, eliminando o principal catalisador bull para inflows passivos de fundos DM, expectativa que havia atraído mais de $78 bilhões em capital estrangeiro este ano; e (2) relatórios de que a SK Hynix pode desacelerar a expansão de HBM4 e realocar capacidade para DRAM convencional, lidos pelo mercado como sinal de demanda AI mais fraca. Samsung e SK Hynix caíram ~12% cada, representando aproximadamente 42% do índice por capitalização. O selloff arrastou Nikkei -5.26% (SoftBank -5.8%, Furukawa -4.6%), Hang Seng -1.68% e se transmitiu ao tape americano: GOOGL -5%, AMZN -4.8%, MSFT -3%, SpaceX -16% no fechamento de segunda. O segundo macro driver é a repricing de política monetária: após a reunião do Fed de 17/06, 9 de 18 membros projetam ao menos uma alta de juros em 2026; BofA e Deutsche Bank revisaram projeções para hike em setembro; mercado precifica ~50% de probabilidade. A compressão de múltiplos growth via yields altos (10Y em 4.49%, real rate 2.24%) está operando independentemente da tese de demanda AI. Risco de segunda ordem: Índices flipando gamma no SPX e NDX.
🤯7❤4👍3
Wyllian Capucci
MS- G10 FX Strategy- Buy FX Vol, Not the USD.pdf
"O mercado está mais hawkish que o Fed" — Morgan Stanley
Após o FOMC da última semana, o mercado passou a precificar uma trajetória de juros significativamente mais agressiva do que a projetada pelo próprio FED. Enquanto os Fed Funds Futures apontam para uma taxa próxima de 4,0% no final de 2026, o último Dot Plot do Fed indica cerca de 3,8%, e o cenário-base dos economistas do Morgan Stanley está ainda mais baixo, em torno de 3,6%.
Essa diferença é o principal argumento do banco. Na visão do Morgan Stanley, investidores reagiram de forma excessivamente hawkish à reunião do Fed, levando o dólar a uma posição técnica e de posicionamento bastante esticada. O banco destaca que os comprados em USD já estão próximos do percentil 90 histórico, enquanto o EUR/USD testa uma região crítica de suporte em 1,14.
Outro ponto importante é que a força recente do dólar não está sendo acompanhada por uma deterioração equivalente das expectativas inflacionárias. Enquanto o mercado aumenta as apostas em juros mais altos por mais tempo, indicadores de inflação implícita não confirmam a necessidade de um aperto monetário tão agressivo quanto o atualmente precificado.
Por esse motivo, o Morgan Stanley acredita que o principal risco não é necessariamente uma continuação indefinida da alta do dólar, mas sim um excesso de precificação hawkish. Caso os próximos dados de inflação surpreendam para baixo (principal data no radar é o CPI de 14 de julho, e PCE Deflator de amanhã), o mercado poderá ser forçado a revisar rapidamente suas expectativas para os juros, provocando uma correção relevante no dólar.
Segundo o relatório, uma única surpresa baixista na inflação pode ser suficiente para desencadear uma repricing significativo das expectativas para o Fed.
Após o FOMC da última semana, o mercado passou a precificar uma trajetória de juros significativamente mais agressiva do que a projetada pelo próprio FED. Enquanto os Fed Funds Futures apontam para uma taxa próxima de 4,0% no final de 2026, o último Dot Plot do Fed indica cerca de 3,8%, e o cenário-base dos economistas do Morgan Stanley está ainda mais baixo, em torno de 3,6%.
Essa diferença é o principal argumento do banco. Na visão do Morgan Stanley, investidores reagiram de forma excessivamente hawkish à reunião do Fed, levando o dólar a uma posição técnica e de posicionamento bastante esticada. O banco destaca que os comprados em USD já estão próximos do percentil 90 histórico, enquanto o EUR/USD testa uma região crítica de suporte em 1,14.
Outro ponto importante é que a força recente do dólar não está sendo acompanhada por uma deterioração equivalente das expectativas inflacionárias. Enquanto o mercado aumenta as apostas em juros mais altos por mais tempo, indicadores de inflação implícita não confirmam a necessidade de um aperto monetário tão agressivo quanto o atualmente precificado.
Por esse motivo, o Morgan Stanley acredita que o principal risco não é necessariamente uma continuação indefinida da alta do dólar, mas sim um excesso de precificação hawkish. Caso os próximos dados de inflação surpreendam para baixo (principal data no radar é o CPI de 14 de julho, e PCE Deflator de amanhã), o mercado poderá ser forçado a revisar rapidamente suas expectativas para os juros, provocando uma correção relevante no dólar.
Segundo o relatório, uma única surpresa baixista na inflação pode ser suficiente para desencadear uma repricing significativo das expectativas para o Fed.
🔥4❤3👏1